O Novo Jogo da Vida

sexta-feira, 1 de junho de 2012


O tradicional Jogo da Vida, da Estrela, ganhou uma repaginada e ficou mais moderninho. A Nebacetin, em parceria com a fábrica de brinquedos, criou uma nova versão do passatempo. Com base na realidade contemporânea, agora o jogo tem opções de personagens, como filho adotivo, mulher independente, filho de pais divorciados e casal gay. Além disso, você pode mudar o tipo do seu personagem durante o jogo, porque, como justifica a própria empresa, “as coisas mudam mesmo”.

Como parte da campanha publicitária da empresa farmacêutica, o jogo está sendo distribuído (quase) de graça: se você quiser um exemplar, a única taxa que se pede é a de envio, que gira em torno de R$25,00 (para Campinas ficou R$22,00). O jogo tem uma caixa um pouco maior que a do jogo tradicional, e vem com tabuleiro e peças idênticas ao do “mestre”. A roleta do jogo, azul escura, foi também ficou bem parecida com a do original.

A título de demonstração, eles criaram um vídeo para ilustrar a ideia do jogo. No final, é explicado como solicitar o jogo e tudo mais. O site da Nebacetin informa que as unidades são limitadas, mas por enquanto, não consta que elas já se esgotaram.


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Santa paciência

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Já precisou de suporte técnico ou serviço de assistência ao cliente? Se você já ligou uma única vez para eles, você sabe a novela que é. Não pode ser naqueles cinco minutinhos que você tira de folga do trabalho para esticar um pouco as pernas: dependendo da empresa, a conversa vai longe. Aliás, a música, na verdade, porque conversa mesmo é pouco, e isso se você tiver paciência suficiente de esperar até o final da ligação (ou se alguém não desligar alegando “convenientemente” queda da linha antes).

Mas, para não ser injusta, é preciso admitir que muitos serviços mudaram. O motivo pode ser creditado no interesse das empresas de servir bem ao cliente (ingenuidade pensar assim?) ou porque o consumidor tem sido menos “bobo” e reclamado mesmo. As redes sociais tem esse sem papel de utilidade pública: graças à elas as empresas estão se vendo obrigadas a esmerar cada vez mais o modo como tratam seus clientes.

Vou dar nome aos bois. Uma vez precisei entrar em contato com o serviço de assistência ao cliente de três empresas: Bradesco, Net Virtua e Submarino.

No Bradesco, em menos de um minuto de espera fui atendida, e dali a mais dois ou três a atendente já tinha esclarecido minha dúvida: conferiu as informações necessárias no sistema, confirmou minha solicitação e tirou minhas dúvidas. Problema resolvido.

No Net Virtua não foi muito diferente. Não me deixaram muito tempo esperando ouvindo gravação. Fui atendida por uma moça muito atenciosa e paciente – levando em consideração o caos em que se encontrava a empresa: uma pane no sistema deles causou uma lentidão em massa para boa parte dos clientes, imagino que todo mundo resolveu ligar para prestar uma queixa. Em menos de oito minutos eu tinha sido atendida, minha reclamação registrada, a solução e o prazo de resolução do problema esclarecidos. Problema resolvido.

Submarino. Tentei ligar várias vezes, e depois de mais de cinco minutos ouvindo uma gravação chiada desisti de esperar – eu estava em horário de trabalho, não posso me ausentar por tanto tempo só porque o Submarino não têm pessoal suficiente para atender o cliente. Tentei por e-mail. Mandei um e-mail numa sexta-feira, que só foi respondida no domingo à noite, com uma resposta inconclusiva. Respondi na segunda-feira seguinte pedindo mais explicações. Alterei meus dados, como tinha sido orientada anteriormente, enquanto não recebia resposta para o segundo e-mail, cuja resposta só veio no dia seguinte: outra resposta inconclusiva, que mais parecia cópia da primeira e, pior: dizendo que minha compra tinha sido cancelada. (Observação: no ato da compra eles dizem que o cliente tem até quatro dias para finalizar a compra devidamente, e só passado esse tempo é que ela é cancelada. O dia do contato, terça-feira, foi o 2º dia útil após a compra, não?)

Atendimento on-line, então, nem pensar. Toda vez que eu abro aquela pop-up só aparece a mensagem de que todos os atendentes estão ocupados e que eu devo tentar novamente mais tarde. Ou seja: exemplo de ineficiência.

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Nossas discretas autossabotagens

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Autassabotagem é o ato de, mesmo sem querer, agirmos contra nós mesmos. E, sim, todos acabam se atirando uma pedra vez ou outra. Que mulher nunca saiu de salto num dia de chuva? E que homem nunca foi com aquele sapato apertadíssimo ao casamento do melhor amigo e acabou sendo o último a sair?

Mas, vamos mais além. Às vezes somos tão rígidos conosco mesmo para não cometer erros e não falhar com os outros que acabamos por fazer justamente o que nos esforçávamos tanto para evitar. Uma falha banal com um amigo por causa de um evento externo qualquer pode nos deixar com a consciência pesando uma tonelada.

Para aliviar o peso da consciência é preciso coragem. Não é qualquer um que tem a bravura de ir atrás da verdade para esclarecer as coisas. Um evento externo acontece com qualquer um. Tem gente conhece isso melhor como acidente. Tudo bem, muda o nome, mas a cara é a mesma. O fato é que não é fácil encontrar coragem para desvendar um mal-entendido, principalmente quando sua autoestima anda meio fraquinha. Chega a parecer um esforço heroico ligar para aquele amigo e pedir desculpas por aquilo que você (acha que) fez.

Tudo fica muito melhor quando conseguimos nos imbuir de coragem suficiente e finalmente falar com os envolvidos. Então, descobrimos que, no final, não era nada do que pensamos. Tudo bem agora, posso respirar em paz então, certo? Errado! Não se esqueça que nos cobramos demais para não errar. Portanto, o foco da cobrança apenas muda: como pude ser tão tolo de dramatizar tanto assim uma coisa tão simples? E com essa pergunta vem a culpa por ter feito papel de bobo deixando que seus pensamentos neuróticos, fruto de traumas emocionais reais, te dominassem e te levassem a fantasiar coisas que nunca existiram, ou nunca foram maiores que um grão de areia.

O problema talvez seja estarmos sempre alertas. Se conseguíssemos relaxar de vez em quando perante dadas situações, nada disso aconteceria. Mas desde pequenos somos criados para fazer o “certo” e nos preocuparmos (sem nem bem saber com o que). E se temos problemas com a pobre coitada da nossa autoestima, é ainda pior, porque a “culpa” é sempre nossa, por mais que não seja.

Então alguém nos diz que precisamos estudar ou praticar esportes para nos fortalecer. Mas alguém já parou para pensar na autoestima? É difícil conhecer pessoas que realmente lembram-se dela e trabalham isso. E não é uma tarefa nada fácil: é questão de hábito, e por isso mesmo é mais difícil de resolver. Quando estamos acostumados a nos ver inferiores, é complicado encontrarmos pontos fortes em nós mesmos para reconhecer nosso próprio valor e nos apaixonarmos por nós mesmos. Nunca nos ensinam a nos amarmos, no máximo repetem isso insistentemente, sem reflexão, invariavelmente copiado de alguém ou algum lugar.


Quando sua autoestima está saudável, você não se automutila por qualquer coisa, nem culpa os outros pelos eventos externos. Esse negócio de ser uma rocha é balela, porque ninguém consegue ser tão durão assim. Mas fica muito mais difícil te ferirem mortalmente com algum mal-entendido. E sempre são mal-entendidos.

Conhecendo essa condição, a única solução possível é passar a dar mais atenção à autoestima e leva-la para uma caminhada de vez em quando: um cinema sozinho, um momento a sós conosco mesmo para ler um bom livro, nos dar um presente, nos enfeitar, qualquer coisa que nos lembre de que somos lindos, inteligentes e temos valor. É difícil, como toda mudança de hábitos, mas não é impossível. Vai a nossa inconformidade com o sofrimento causado pelo nosso autoataque e da nossa força de vontade.

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Releituras

domingo, 19 de fevereiro de 2012

É tão comum vermos obras literárias ganhando prestígio nas telonas mundo afora que quando as livrarias oportunamente começam a vendê-las enquanto o filme está em cartaz temos a estranha sensação que o livro foi transcrito às pressas para aproveitar o sucesso. Muita gente não tem o costume – ou o prazer – de ler. Às vezes isso até as motiva a folhear a história; outras vezes fica só com o cinema mesmo. O fato é que o coitado do livro – e do escritor – acaba deixado de canto, com sua existência esquecida.

Entre tantas histórias escritas que têm sido interpretadas por aí, a campeã das campeãs é o conto de fadas “A Bela e a Fera”. Diretores talentosos já trouxeram esse conto à vida de diversas formas. Seja como a peça – ou filme – com o mesmo título, seja em releituras, ele sempre volta.

As últimas releituras conhecidas desse conto foram a popular saga “Crepúsculo”, baseado na obra de Stephenie Meyers, e “A Fera”, incentivado pelo livro homônimo de Alex Flinn.

O intertexto de “Crepúsculo” é tão clara, que é quase impossível de não se notar. Do nome dos personagens até os conflitos que os movem, tudo faz perceber uma nova visão da autora sobre a história. A única característica um pouco divergente é que em “Crepúsculo” não existe o conflito do “ou muda ou perde o que se dá valor”: desde o começo Bela ama Edward incondicionalmente, sem se importar se ele é mau ou não, e sem exigir uma mudança de sua parte. Bela é a mulher conformada com o amor que seu coração fisgou. Edward é o moço bonito, com defeitos, mas ainda sim, o sonho de toda mulher. Os dois estão satisfeitos com essa situação.

Já no caso de “A Fera”, essa conflito é mais claro. O rapaz mimado e arrogante, que cresceu assim pelo exemplo que tinha em casa, tem que aprender que existem coisas muito importantes na vida, mais até do que o dinheiro e a beleza, venerados nos dias de hoje como se fossem a razão de viver de uma pessoa, enquanto coisas simples, como cultivar amizades e o amor das pessoas próximas, ficam em segundo plano – quando têm algum lugar.

Em “Crepúsculo”, Meyers foi muito feliz ao aproveitar a intertextualidade com outras obras para desenvolver a sua própria, como as lendas sobre vampiros e lobisomens. Assim, acabou agradando a todos os gostos.

“A Fera” teve o mérito de aproveitar a oportunidade para fazer uma crítica muito acertada a questões sociais características do dia de hoje, como discriminação, bullying, ganância, egoísmo e desrespeito.

As duas obras tinham como público alvo os adolescentes. Assim mesmo, viraram um fenômeno de audiência entre as crianças e os adultos. Não há como negar que ambas foram grandes criações de suas respectivas autoras e, posteriormente, de seus respectivos diretores. Essas releituras não merecem crítica negativa com relação às suas adaptações.

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A história do faraó

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Não há quem nunca tenha ouvido falar de Ramisés, o Grande, mas quem tem mais afinidade com história antiga sabe que esse foi um dos mais famosos faraós do Egito. Sua história, por tão notória, chama a atenção até hoje pela riqueza que adquiriu, pela sua habilidade com o governo e administração de todo um povo e pelos mistérios criados sobre um personagem tão pitoresco.

Para aguçar ainda mais a curiosidade, Christian Jacq, especialista em história do Egito, embarcou na criação de uma série de cinco livros sobre o jovem faraó. Seus romances tentam descrever o ambiente em que viveu Ramisés II – o terceiro de sua dinastia –, o Egito naquela época, seus costumes e traduções. Ao lado disso vêm as aventuras, intrigas e perigos que agitam a vida do personagem principal.

O primeiro livro tem o claro objetivo de apresentar tudo isso, detalhadamente: os personagens mais participativos e importantes para a história aparecem, mostram seu caráter, sua personalidade e suas intenções. O leitor é capaz, então, de começar a esboçar todo esse cenário e até interagir com a história, imaginando o que vem depois.

A trama em si é cheia de ganchos. Ramisés sempre está em perigo ou é vítima de fortes intrigas, mas a sorte sempre acaba ajudando-o. Essas situações inóspitas são manipuladas por Jacq de maneira a não deixar o leitor satisfeito e fazer com que ele só fique feliz ao descobrir o desfecho. Ainda assim, nenhuma situação simplesmente acaba; ao mesmo tempo em que uma situação é resolvida, outra já vem em seguida, quase sempre relacionada com a anterior.

Essa corrente de acontecimentos perdura por todo o tempo do livro, e não acaba no final. O primeiro livro deixa uma questão em aberto que só poderá ser resolvido no próximo livro, e assim por diante.

De maneira geral, a série Ramisés é fantástica. É excelente para aqueles que gostam de suspenses intrincados e inteligentes; é melhor ainda para amantes de história, porque trata o tempo todo de questões culturais do Egito antigo e de outras nações que interagem com ele no decorrer da história.

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Um sinal de mudança

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Finalmente, depois de muita discussão e prorrogação, a Lei da Ficha Limpa foi aprovada. Essa é uma grande vitória para o Brasil em termos de política. Se entrar mesmo em vigor e nenhum político corrupto conseguir vetá-la e adiá-la mais uma vez, será uma boa forma de o brasileiro cobrar um mínimo de ética de seus governantes.

Ética, respeito e honestidade deveriam ser características que movem todas as pessoas, em todos os cargos, por isso não menos nos políticos. É com o dinheiro da gente que eles lidam, e nem tanto com o deles; o mínimo que podem fazer para demonstrar um mínimo de gratidão pelo voto que ganharam é ser coerente com a postura que seus cargos exigem.

A Lei da Ficha Limpa representa uma vitória para o país, que terá uma chance de respirar aliviado afastando os maus políticos. Mas também é uma vitória para o povo: essa lei entrou na lista do Congresso Nacional para ser votada graças a um abaixo-assinado com mais de 1,3 milhão assinaturas de brasileiros que, cansados de serem sacaneados, exigiram uma mudança. E conseguiram. Isso é um exemplo do poder que o provo tem sobre sua legislação, e do porque é preciso ficar de olho no que os políticos fazem e cobrar suas promessas feitas no furor do momento das eleições.



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O Jogo dos 100 Erros

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Essa é para quem acha que sabe tudo sobre o português. O site Educar para Crescer elaborou um quiz para testar seus conhecimentos de língua português. São 100 questões divididas em 5 fases. Em cada questão você tem que escolher a alternativa correta. E não adianta: não acertou um mínimo suficiente de questões, não passa para a próxima fase.

Não tem apelação: nada de questões sobre as mudanças da nova ortografia. O conteúdo é puramente os erros mais comuns cometidos na nossa língua, como concordância e regência. Respondida uma questão, o jogo já diz se você acertou ou não, e mostra a explicação. Se você errar, ganha conhecimento.

E aí? Vai encarar?






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Sobre Pensamentos Avulsos...

Pensamentos Avulsos são divagações e outras bobagens que saem da cabeça insana dessa que vos escreve. Espaço livre para meu bel prazer de escrever e expor de alguma forma minhas idéias. Como blogueira, eu gosto de comentários; como escritora, eu preciso de críticas. Ambos me servem como uma espécie de termômetro de qualidade para a minha produção. Portanto, por gentileza, colabore. :-)

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